Acordo, de novo. Ana está ao meu lado. Eu não estou apenas atraído, eu estou apaixonado por ela. Os cabelos dela espalhados pela cama, sua silhueta especialmente esculpida para agradar meus olhos. Eu encontrei a perfeição nela.
Eu vou preparar um café. Acho que nela vai gostar disso. Nossa. só penso em agradá-la. Eu preciso me controlar. eu vou me controlar.
O café passa pelo coador, eu corto algumas fatias de pão. Que nome terei hoje?
Ana acorda. Ela é linda quando acorda. O corpo desnudo esbanja beleza. Pare. Pare de pensar.
-Quer café? - a pior frase do século.
-Você é um amor, sabia?
-É... - silêncio. - Eu me esforço! - isso, calmo.
-Você preparou tudo isso pra mim?
-E para mim também! - valorizei-me.
-Fofo. - sempre imponente, garota.
Trocas de olhares rolavam sem parar. O toque da pele dela no meu era algo excepcional. Eu ainda não tenho um nome.
Eu quero que ela possa ter algo legal pra fazer. O que podemos fazer? Infinitas possibilidades na minha cabeça, mas eu não quero nenhuma. eu quero ficar aqui com ela, igual a um bobo, hoje, agora. Eu não posso estar apaixonado. Não agora. Mas ela me faz tão bem.
Relaxe. Relaxe.
-Ana. - calei-me. Abracei-a. Beijei-a.
Nada mais foi dito por um momento. Eu e ela tínhamos a sincronia perfeita. Nossa pele combinava. O cheiro de um agradava ao outro. Nossos corpos se encaixavam. a harmonia da natureza estava feita.
Assistimos a um filme mais tarde, deitados, abraçados. Não nos identificamos na história, mas entendíamos do que se tratava. Eu fiquei perdido.
Ela me fez esquecer do maldito emprego que me enfiei. Ela me fez relaxar.
Ainda bem que tenho um ponto de paz, um norteador. Não acredito que tornei ela minha bússola. Tão cedo.
Nós rimos. Brincamos. Amamos.
Nesta noite, fizemos amor.
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